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Basta com seu ciúme!
Agora chega basta!
Por favor, saia em
silêncio, feche a
porta...
A dor já está aqui em
meu peito,
Seu ciúme deixo-me
vazia... morta...
Não diga mais nada, não
prometa...
Nada irá mudar em você...
Pense, reflita no
quanto me fez sofrer...
Amando seguirei, não
sei até quando,
Mas vou, juro... vou
lhe esquecer!
Leve suas desconfianças
infundadas,
Todas as perguntas e
reticências...
Vá por favor, feche a
porta...
Agora tudo acabou,
valeu, pode crer!
Sofri demais, mas que
importa?!...
Leve seu ciúme daqui...
Seus carinhos, seus
beijos, seu amor,
Guardarei na lembrança,
Amei de verdade, amei...
eu sei...
Vá por favor, leve suas
cobranças...
Suas cismas, seus
medos e revoltas...
Agora basta, mais nada
importa!...
Marilena
Trujillo
*Mari*
Restos de amor...
É noite... na
penumbra, estou
esquecida de mim...
O peito oprimido, sem
sentido chama seu nome...
Onde está o meu amor,
aquele doce homem
De voz doce,
alucinante... tão
terna?...
A saudade vai invadindo
minha alma...
Explodindo,
arrebentando por
dentro...
Grito e minha voz não
pode ser ouvida...
O desespero não passa,
nem a dor acalma,
Sua voz serena repete
aos meus ouvidos:
Amo você...
linda...querida!
Por que do meu amor
duvida?
Por que duvida ainda?...
As horas passando, em
gemidos vou
Esquecida de mim e
assim permaneço...
Por que a noite tinha
que chegar?
Porque choro e não
adormeço?
Por que ele faz
questão de chorar?
Por que foi tão
injusto, por que?
O silêncio guarda o meu
segredo,
Estou partindo de
vez... morrendo...
Caminho entre sombras,
fantasmas,
Pedaços do que fomos,
restos de fantasias...
Fragmentos do amor
feito, por tão pouco
desfeito...
Sua voz repete: - Amo
você minha vida!
Vida que você arrancou,
roubou, tirou ...
Não pulsa mais vida em
meu peito!
Marilena Trujillo
*Mari*
21.07.2003
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